terça-feira, 11 de outubro de 2011

Não semeiem sementes de parasitas

Certa vez, cabisbaixa e caminhando entre as pedras, entre passos incertos e lentos, vi caída uma pequenina semente. Observei, abaixei-me e resgatei-a aos meus cuidados, limpei as sujeiras do tempo e da vida. Resolvi que iria cultivar a pequenina semente que descuidadamente ficou ao solo árido e escaldante da vida.

Dei-lhe conforto e atenção, preparei o solo fofo e úmido, alimentei e a cada dia, eu sentia que ela, a pequena semente ficava mais forte e ganhava postura de uma planta forte e nutritiva. Meus cuidados não sessavam, sempre presente e zelosa eu ali ficava afastando as pragas e as ervas daninhas que se aproximasse de minha tão amada semente.

Aos poucos os galhos foram surgindo e folhas nascendo, e as raízes se fortalecendo. Entretanto, eu não sabia qual a linhagem desta tão amada semente, mesmo assim, isso não me importava, afinal eu estava cuidando e orientando sua evolução.

Os dias foram passando e a minha plantinha já ostentava lindas folhas, caule forte e raízes resistentes para as adversidades da vida.

Eu estava tão feliz e segura do amor que eu dedicava a minha planta, que me esqueci de observar que as intenções daquela pequenina semente, que agora já sendo planta não precisaria tanto de meus cuidados e que queria ganhar outros solos para expandir seus galhos. Inocentemente continuei a doar todo meu carinho e atenção, orientando e guiando o crescimento de seu caule e de seus galhos.

Alguns meses se passaram e numa certa manhã, quando procurei pela minha amada planta, ela havia partido levada pelas mãos de outra pessoa. Confesso que sofri, chorei e não conseguia entender pra que me tiraram algo que cultivei com tamanho amor e dedicação. De repente, vejo a planta em outro solo, com aparência estranha, sem cor, sem vida, sem ar... Estava lá a planta sugando a seiva de outra pessoa, pois a espécie era de planta hospedeira, ou melhor, parasita que se alimenta da seiva da outra planta.

Ainda vejo a planta quando eu passo pelo caminho onde ela se instalou, porém, percebi então o porquê que aquela pequena semente foi atirada ao solo quente, não serviria para ser germinada. Infelizmente é comum a geminação desta planta, encontramos em vários solos e jardins, plantas essas que sobrevivem da mais pura seiva que lhe é ofertada pelo coração.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O brilho do teu olhar

Quando a lua surge

A essência do meu ser se liberta

E nesta aventura entre a realidade e o sonho

Encontro você pelas estrelas

Se tudo pudesse ser como nos sonhos

Seria você eternamente meu

E eu seria a guia de teus passos

A luz que te protege do escuro de teus pensamentos.

E nas nuvens do nosso céu

Nosso amor será imortal

Seremos a mais nova estrela no imenso universo

E quando você pedir para acordar.

Se você não mais me desejar.

E sim, quiser regressar desta viagem

Trarei você para a tua realidade

E voltarei a ser prisioneira da lua.

Se a saudade te procurar

Visitar nossos momentos

E perturbar teus pensamentos

Olhe para a lua

Vai encontrar nossa história

Lembrar da nossa viagem

Sentir o meu calor

E me achar no brilho do teu olhar.

Mschelle 17/08/2011.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Momentos

Tantos são os momentos, que dificilmente conseguimos selecionar qual o mais importante. Entretanto, se refletirmos um pouco mais do que de costume, chegamos a realmente ter as mesmas sensações de vários momentos importantes.
A máquina mais perfeita chama-se cerebro, não falha, apenas adormece lembranças.
Porque tento chamar a atenção para "momentos"? Creio que seja para quem esteja lendo, possa neste exato momento navegar em lembranças adormecidas.
Não devemos viver de passado, mas devemos recordar. Viver de passado não é saudável, entretanto, recordar é viver.
Em um certo tempo de minha vida, li a seguinte frase: "A sutileza dos momentos que ficam para sempre."
Desde então, sempre me pego a refletir na essência da frase e o que ela me transforma. pois a cada vez que me recordo da frase, um novo momento aconteceu e sempre, sempre fica para todo o sempre.